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SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE MOGI DAS CRUZES Em 1984, quando o comerciante Airton Nogueira assumiu a presidência da Associação Comercial e Industrial de Mogi das Cruzes, percebeu, devido a contatos com dirigentes de entidades comerciais, que na maioria das cidades coexistiam associações e sindicatos representativos. Enquanto a associação tem abrangência ampla (que lhe permite prestar serviços a autônomos e profissionais liberais) e é de adesão voluntária, o sindicato tem sua arrecadação vinculada a uma legislação federal, que obriga os comerciantes a pagar uma taxa anual (estabelecida em função do capital social da empresa), e atende exclusivamente a um grupo de atividade. Foi fácil concluir, portanto, que o dinheiro recolhido no município, se fosse administrado aqui mesmo, daria melhor assistência à classe. A primeira providência legal era criar a Associação Profissional do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes, exigência cumprida no dia 15 de dezembro de 1984 em uma assembléia realizada na sede da ACIMC. Dois meses depois, em 13 de fevereiro de 1985, a entidade recebia seu registro na Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo. O próximo passo era a transformação em sindicato, um processo demorado, difícil e que pedia muita dedicação, especialmente devido aos trâmites burocráticos no Ministério do Trabalho, em Brasília, onde a alteração é consumada. No início da tramitação, Airton precisou mover um processo paralelo, pois alguns sindicatos de São Paulo (que abrangiam classes específicas em nossa cidade) se opuseram à liberação de um sindicato eclético (de abrangência ampla) como Mogi das Cruzes solicitava. Após apresentar defesa escrita e oral na Comissão de Enquadramento Sindical em Brasília, seus argumentos venceram os dos opositores. Com isso, o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes, conseguiu representação de quase todas as categorias pleitadas. A carta sindical, assinada pelo ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto Pinto, foi expedida em tempo recorde: menos de doze meses, em 30 de janeiro de 1986. Essa data porém, dificultou as atividades naquele ano, já que os recolhimentos devem ser efetuados, pelas empresas, até o último dia útil de janeiro. Sem estrutura financeira, em 1986, o Sindicato ficou instalado, provisoriamente, em uma sala da Associação Comercial. Entre os fundadores estavam Airton Nogueira, Oswaldo Maksud, Alcides Waiser, Reinaldo Monteiro, Ednei Jesus Palma de Oliveira, Cloris Maria Gimenez Cossa Marcato, Valdemar Martinez, José da Silva, Rubem Ramos Pontes Filho, Gyoji Yura , Paulo Edison Ferreira, Francisco Luiz Pizzi, Aimbere Campos Silva e Francisco Di Santo. Em 22 de fevereiro de 1988, o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes inaugurou sua sede, à rua Capitão Manoel Caetano, 307. Lá, trabalhavam dois funcionários e um advogado, contratados para atender os comerciantes mogianos. Está filiado à Federação do Comércio do Estado de São Paulo (que engloba o Sesc – Serviço Social do Comércio, o Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e sindicatos), desde 26 de maio de 1986, sob número 118. Além de promover acordos trabalhistas (horário do comércio), o Sindicato deve prestar assistência jurídica, de saúde e exercer representatividade social da classe. Atualmente o SINCOMÉRCIO está instalado em sede própria, maior e mais equipada para poder oferecer aos comerciantes melhor atendimento, e para investir mais nas áreas de eventos, turismo, cursos e treinamentos.
O Sindicato do Comércio de Mogi das Cruzes e Região se encontra hoje na rua Coronel Souza Franco, n° 74 - Centro - Mogi das Cruzes - SP |